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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Para Refletir(Fome):

Concerteza já todos sabemos que existe milhões de pessoas a passar fome em todo o mundo.
Mas será que existe fome por falta de alimentos?

Nos últimos tempos, instalou-se a nível mundial uma grave crise económica que se reflectiu no preço dos alimentos, o que foi conducente a uma crise alimentar que afectou principalmente os países menos desenvolvidos.
Esta crise alimentar foi provocada pela acelerada subida dos preços dos alimentos, o que indica que a produção alimentar e as políticas desenvolvidas neste sector têm ainda vários problemas a resolver.
O Banco Mundial registou revoltas por causa da falta ou aumento exagerado dos alimentos em mais de 30 países. As manifestações ocorreram um pouco por todo o mundo, confirmando que esta situação não é particular de um país, mas que se trata de uma situação global.
Mundialmente, existem agora mais pessoas com fome do que há 18 anos. Os dados de 1990 confirmam a existência de 823 milhões de pessoas em situação de fome. Actualmente, são mais de 1.020 milhões as pessoas que sofrem de subnutrição permanente.
Contudo, a produção alimentar aumentou consideravelmente nas últimas décadas.
Segundo a FAO, com o actual estado de desenvolvimento da agricultura de produção poder-se-ia alimentar cerca de 12.000 milhões de seres humanos, ou seja, o dobro da actual população mundial. Portanto, não estamos perante um cenário de escassez de alimentos, mas sim perante panorama de obstáculos no acesso aos alimentos por parte das pessoas mais pobres. Se observarmos o universo de pessoas com fome no mundo, cerca de 80% são agricultores, pescadores artesanais, ou vivem em áreas rurais.
O que, aqui, complica a situação são as políticas de exportação de alimentos, levando-nos a concluir que o problema não está na quantidade de alimentos produzidos, mas em quem se apropria da riqueza desta produção.
A organização, o controlo, a transformação, a distribuição da produção alimentar e dos seus lucros têm sido mal distribuídos.
Perante esta evidência, ganha força a defesa da teoria da soberania alimentar dos povos: “A soberania alimentar é o direito dos povos, comunidades e países definirem as suas próprias políticas agrícolas, pecuárias, laborais, de pesca, alimentares, de forma a serem ecológica, social, económica e culturalmente apropriadas às suas circunstâncias exclusivas. Isto inclui o direito real à alimentação e à produção de alimentos”.
A soberania alimentar pretende construir um novo paradigma agro-alimentar baseado na promoção do direito à alimentação, no acesso dos camponeses aos recursos, numa produção sustentável e na prioridade aos mercados locais.
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